sábado, 23 de junho de 2007

Final Feliz

Repor aulas pra que? Nunca paramos!
Estender o calendário pra que? Nunca paramos!


Afinal,


Greve? Que greve?

OBS: Teremos férias e diploma!!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Desocupação da DAC

Unicamp: Justica determina desocupação de prédio
Oficial de Justiça já está no local e deve notificar os alunos em breve


20/06/2007 - 16:55 - O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, Mauro Sukumoto, determinou na tarde desta quarta-feira (20) a reintegração de posse do prédio da diretoria acadêmica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), invadido por um grupo de estudantes na segunda-feira (18). O oficial de Justiça chegou ao local por volta das 16h40 desta tarde.O reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, já designou uma comissão de diretores de unidades para apurar os fatos, verificar quem são os responsáveis pela invasão e estudar as penalidades possíveis dentro do regimento geral da Unicamp, que variam desde advertência até expulsão.


http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.asp?177711


E a biblioteca do IG?! E os motivos para terem ocupado sua porta?!

Motivos:Reposição de aula(?); medo de punições(!)

Casos de polícia!

Desocupação da reitoria da Unesp-Araraquara é feita pela tropa de choque!


"Mais de 100 alunos que ocupavam desde o último dia 13 a sala da diretoria do prédio da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) foram pegos de surpresa pelos policiais, que chegaram em um grande número, munidos de cassetetes e escudos.
O momento mais crítico ocorreu quando os policiais retiraram todos à força.O diretor da universidade, Cláudio Gomide, já havia registrado boletim de ocorrência no dia da ocupação e pediu reintegração de posse na Justiça no dia seguinte. Meia hora depois dos estudantes serem retirados da sala da direção, os policiais começaram a algemar alguns alunos, que foram encaminhados ao 4º Distrito Policial da cidade. Até as 3h30 desta madrugada ainda não havia informações sobre feridos."


http://noticias.uol.com.br/educacao/ultnot/estado/2007/06/20/ult4528u92.jhtm


E mais, em uma reportagem da Folha de SP de hoje, Tadeu Jorge (sobre a invasão da DAC/Unicamp): "Afirma que a invasão é um "ato de violência incompatível com a tradição de diálogo existente na universidade" e que está tomando "medidas judiciais cabíveis para a preservação do patrimônio público e a normalização das atividades da diretoria acadêmica"."... "Universidade ameaça penalizar estudantes com advertências e até expulsão".


Finalmente as coisas começam a voltar ao normal...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O fundo do poço...


Isso é mais do que um tiro no próprio pé!!
A que ponto chegamos... chegamos não, chegaram!


Alguns links pertinentes:
http://noticias.uol.com.br/educacao/ultnot/ult105u5474.jhtm
http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/BDNUH/NUH_8438/NUH_8438.html


"O Cruesp lamenta informar que a referida reunião foi suspensa em razão de nova tentativa de ocupação, por um grupo de estudantes, do prédio da Reitoria da Unicamp, onde os reitores e os representantes das entidades estavam reunidos.
Não se consumando a ocupação da Reitoria, os estudantes invadiram, no final da tarde, o prédio da Diretoria Acadêmica da Universidade, um órgão da Pró-Reitoria de Graduação cuja finalidade é prestar serviços aos próprios estudantes, zelando por sua vida acadêmica." (nota da Unicamp)


Nada disso faz sentido!


E ainda:
"Alunos também armaram barricadas no institutos de Geociências e de Filosofia e Ciências Humanas e impediram que parte dos professores desse aula. Cerca de 3,5 mil estudantes da universidade estão em greve" (site UOL)


Trucamos este número, já com o nove saindo pela garganta mandando descer!!!


Pronto! Já tiveram seus 5 minutos de fama da brincadeira de líder sindical... Podemos voltar a realidade?


domingo, 17 de junho de 2007

O correto uso do aposto

Gostaríamos de fazer um comentário sobre um pequeno deslize gramatical cometido pelo pessoal da greve durante a redação da Nota de Resposta para a diretoria.
Eles assinam a nota desta forma: Alunos, em greve, do Instituto de Geociências.
Com isso, a interpretação do leitor é a de que todos os alunos do Instituto de Geociências estão em greve, o que é inverídico. O aposto foi usado incorretamente como um aposto explicativo, mas o correto seria utilizar o aposto especificador. O resultado seria assim: Alunos em greve, do Instituto de Geociências.

Desta nova forma, a carta fica mais coerente com a verdade, restringindo a redação da carta aos alunos que se intitulam em greve.

Para saber mais sobre o uso do aposto:

sábado, 16 de junho de 2007

Hipocrisia

A palavra hipocrisia anda martelando na cabeça de muitas pessoas que lutaram contra este movimento absurdo e despropositado de greve.
Será que se faz necessário elencar aqui os motivos?! Alguns dos que mais chamam a atenção:
- Alunos da geologia que se dizem a favor da greve e freqüentam as matérias lecionadas pelos professores, digamos, mais inflexíveis;
- Viagens de Campo (não merece comentários)
Hipócritas dentro da Geologia, hipócritas em todos os lugares, sob os mais diversos aspectos.
Ande pela EB (opa, tem uma barricada impedido seu ir e vir neste espaço público e freqüentado pelos mais variados cursos da Unicamp) e veja a destruição dos princípios democráticos! E, pasmem, você ainda ouvirá (sem o seu consentimento, e sim, pela coação e constrangimento que lhe é imposto) o discurso que estão defendendo os seus interesses!
Podemos começar com o discurso da multidisciplinaridade dos cursos do IG-Unicamp. Ora, se a segregação começa pelos professores com a discriminação da opção do aluno (vide: "vá escovar pedra!!"), a estrutura do curso como um todo é hipócrita!
Enquanto batalhamos para assistir aulas, aprender o máximo possível para, no futuro, haver o merecido retorno do conhecimento para a sociedade, os grevistas sem causa praticam esportes, tomam café da manhã, tocam instrumentos musicais entre outras atividades que combinam mais com lazer do que luta. Enquanto isso, os dispêndios universitários com manutenção e salários são os mesmos.
Uma outra pergunta que não quer calar: da onde vem o dinheiro para o patrocínio de cafés-da-manhã, cervejas e vinhos, pizzadas, ônibus, sessões de filmes (sendo que um deles nem havia sido lançado - e pirataria é crime!) ?!
Se todos os apoiadores da greve estão tão convictos de seus ideais, quais foram as atividades desenvolvidas no feriado, e nos finais de semana? Porque ouve um recuo quando se levantou a hipótese de bloquear a entra do prédio principal do IG (acreditamos que o impacto seria muito mais forte do que o bloqueio a um dos prédios mais velhos e estragados da Unicamp)?! Porque não ouve a motivação de ocupar e bloquear o CB (a menina dos olhos da Unicamp) ou o bandeijão?!
Porque o movimento mostrou evidentes traços de esvaziamento depois do feriado? Os grevistas preferiram ficar em casa prolongando mais suas "férias", acreditamos...
Ora, sabemos disso porque passamos em frente todos os dias da EB porque temos aula - afinal, a Geologia não está em greve - definitivamente.
Quantas questões, quantas indagações e, a mais importante delas: qual o motivo da greve? Aliás, o motivo de HOJE da greve?
Sem resposta..............................
O imediatismo grevista é condenável. Tanto quanto o uso da massa de manobra representada pelos calouros. As mudanças nas reivindicações no decurso da greve só enfraquecem este importante instrumento de luta - evidenciando o erro no seu uso.
Mas a moda é fazer greve: greve contra os grevistas já!

Fim da Pseudo-Greve!!

Apesar do atraso do post, segue abaixo comunidado da diretoria:
NOTA DA DIRETORIA DO IG
14/06/2007
Os docentes do IG, reunidos hoje (14/jun) à tarde, considerando:
- a decisão da assembléia da ADUNICAMP, por ampla maioria, de suspensão da greve e retomada das atividadades normais a partir da próxima segunda-feira (18/jun); e
- a manutenção do calendário letivo da graduação e da pós-graduação;
decidiram:
- retomar as atividades didáticas normalmente, pactuando com cada turma a melhor forma de finalizar o semestre letivo em curso, em função das especificidades de cada disciplina;
- continuar a investir na garantia da autonomia da universidade, mediante debates internos da comunidade do IG com especialistas do tema, de modo a acompanhar e subsidiar os trabalhos do GT já estabelecido no âmbito estadual para análise e reordenamento do setor de C&T do estado de São Paulo.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Algumas afirmações:

Professores da USP encerram greve; na Unicamp, paralização segue
Reportagem da Folha de SP 11/06/2007 - 16h24.

Segue abaixo, link para a reportagem completa:
http://noticias.uol.com.br/educacao/ultnot/ult105u5453.jhtm

Destaque principal:

"Segundo a assessoria de imprensa da instituição, 12% das aulas não foram dadas nesta segunda-feira. Estão sem aula o IEL (Instituto de Estudos da Linguagem), IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), IA (Instituto de Artes) e FE (Faculdade de Educação). O IG (Instituto de Geociências) e a FEF (Faculdade de Educação Física) voltaram às atividades."

O IG voltou a funcionar! Mas, algum dia parou?

A barricada já está criando teias de aranha...

Algumas correções:

(para acompanhar este ínico de post, favor ler o comentário da postagem anterior)
Realmente, foi uma falha da edição do post anterior a generalização entre CACT - grevistas e, CAGEAC - não grevistas, bem como assumir a lista de discussão do CACT como instrumento oficial de comunicação de greve. Pedimos desculpas aos leitores e ao Pedro, que têm acompanhado a evolução e repercussão deste blog!
Porém, não é um erro tão primário como o que pareceu ser: as listas de discussões do CACT e do CAGEAC têm sido utilizadas para a divulgação da "programação" da greve e também, pra não dizer principalmente, um termômetro desta. Portanto, torna-se um comentário pertinente.
Agora, feito tais reparos e desculpas, cabe a pergunta: já houve resposta para este conjunto de indagações?! Ahn, ainda a discussão/reflexão permanece...
Se desejarem, ainda pode ser feito um terceiro comentário(bastante resumido): Os alunos contrários à greve querem saber - e agora, como prossegue este movimento com estas novas medidas?! [Silêncio (ou ainda permanece a pausa para reflexão?!)...].

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Perguntas circulantes entre o CACT - SEM RESPOSTA!

Copiado de um e-mail circulante na lista de discussão do CACT...

ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM E NEM O QUE FAZER!

"O Decreto Declaratório revogou uma série de itens dos decretos anteriores que se referiam a quem iria gerir os recursos das universidades e na autonomia de gastos. Ele aparentemente diminuiu as funções do Secretário da Educação Superior, no momento o sr. Pinotti. No entanto a Secretária do Ensino Superior permanece, ainda que com funções muito esvaziadas, e o Centro Paula Souza permanece separado da Unesp. Provavelmente ao longo do Governo Serra virão outros ataques mas esse parece que foi, ao menos predominantemente, detido – ou será que não foi? As perguntas que não querem calar:

O movimento continuando usando a forma de greve tem condições objetivas de crescer e fazer com que o governo revogue os decretos formalmente? Em caso afirmativos, quais são os espaços que o movimento tem condições objetivas de crescer? Em caso negativo, qual o caminho a seguir? Quais os aspectos negativos de abandonar a greve em um espaço de tempo curto/médio e quais os negativos de continua-la nesse momento?

O governador com o Decreto Declaratório promoveu uma série de recuos ou foi apenas uma manobra para confundir o movimento, ou mesmo um conjunto de ambos?

Qual a posição dominante no grupo que ocupa a Usp? Eles pretendem ficar algum tempo mais para conseguir avanço nas questões locais deles ( mais moradia, reforma de prédios... ) e desocupar no curto/ médio prazo ou eles pretendem ficar ate que possivelmente, ou não, criem condições para o Paula Souza voltar a Unesp e que a Secretária de Ensino Superior seja extinta definitivamente?"

ISSO É UMA PIADA...

Se nós do CAGEAC fomos motivo de chacota pela frase (extremamente coerente entre pessoas ocupadas: vota e discute depois), do que se trata o movimento agora?! Ocupa, faz greve e discute o porque depois?!

ISSO É UMA GRANNNNDE PIADA!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Entrevista José Serra ao Estado de SP.

Estávamos todos ansiosos por uma etrevista do José Serra, depois dos decretos declaratórios.
Eis abaixo:

"Invasão é desrespeito à autonomia" - entrevista de José Serra ao Estado de SP.

http://www.estado.com.br/editorias/2007/06/03/ger-1.93.7.20070603.18.1.xml

Algumas passagens interessantes:

ESP: Outra polêmica foi em torno de contratação de pessoal. Um dos decretos proibia.
JR: É uma afirmação falsa por três motivos: primeiro porque o decreto não incluía as universidades; segundo porque, se incluísse, não envolveria professores, pois o decreto procurou congelar os chamados “cargos de confiança” dentro da administração, medida de austeridade, e os professores não se enquadram nessa categoria.Terceiro, porque as universidades continuaram contratando professores ao longo deste ano. É normalíssimo na administração acontecerem desentendimentos sobre disposições legais. Tão normalíssimo quanto seu esclarecimento. Isto faz parte do cotidiano de um governo. Por isso, todas as dúvidas foram rápida e reiteradamente esclarecidas. Mas como as desinformações dentro e fora das universidades continuaram, envolvendo inclusive muitas pessoas de boa-fé, aceitamos a sugestão dos reitores de esclarecer de novo o que já havia sido esclarecido.

ESP: O movimento dos estudantes começou com cerca de 300 alunos, mas ganhou força e novas adesões ao longo dos dias. Houve falha na condução das negociações?
JS: A ocupação representa uma violência. Impedir uma reitora de exercer sua função é uma violência. Piquetes que coagem e ameaçam professores que querem dar aulas é uma violência. Isso tudo, aliás, é um enorme desrespeito à autonomia universitária. Olhe, o povo de São Paulo paga mais de R$ 4 bilhões (uns R$ 4,2 bilhões neste ano) para manter as universidades públicas e possibilitar que os estudantes possam ter um ensino superior público e gratuito de qualidade. É muito dinheiro. Até em respeito à população que trabalha e paga os impostos, quem entra na USP, na Unicamp, na Unesp, tem de se esforçar, tem de aproveitar a oportunidade que recebeu. A grande maioria dos estudantes, que sabe quanto é difícil ingressar na USP e que sabe a oportunidade que está tendo de estudar de graça na melhor universidade do País, deveria cobrar dos invasores a desocupação da reitoria e a retomada do funcionamento normal da universidade. É um direito deles. Sim, a USP é um espaço público. E os invasores pretendem privatizá-lo.

Com os decretos modificados e melhor explicados, aceitos pelos reitores, após a diretoria conclamar os alunos à voltarem suas atividades normais: há motivos para continuar este movimento de caráter extremo, com objetivos oportunistas e a contínua desvalorização desta ferramenta importante de luta?!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Nota da Diretoria do IG

Nota divulgada na tarde de 31/05/2007 pela diretoria do IG Unicamp

Nota da Diretoria do IG

Diante da publicação no Diário Oficial de hoje (31/05/2007), do Decreto Declaratório no. 1, de 30/05/2007 (cópia em anexo), esta diretoria traz à comunidade do IG as seguintes considerações:

1. Os termos do decreto acima citado afastam, de forma clara e definitiva, as ameaças à autonomia das universidades públicas paulistas contidas no conjunto de decretos do governo do Estado publicados desde o início do corrente ano.
2. As negociações mantidas entre o governo do Estado e os reitores das universidades incluem a formação de um grupo de trabalho entre governo e comunidade universitária, com o objetivo de promover o reordenamento do sistema de ciência e tecnologia do Estado de São Paulo.
3. Esses fatos demonstram um avanço inquestionável, até mesmo em relação à situação existente antes dos decretos, e apontam para o possível equacionamento de problemas crônicos, como, por exemplo, a fragmentação das atividades de ensino superior e de financiamento à pesquisa, a constitucionalização do financiamento das universidades, dentre outros.

Desse modo, considerando que os principais motivos que levaram à deflagração de greve encontram-se superados, a Diretoria do IG conclama os docentes, funcionários e alunos a discutirem a retomada normal de suas atividades no menor prazo possível, evitando assim maiores prejuízos às atividades acadêmicas.

IG-UNICAMP, 31/05/2007

A Diretoria

quarta-feira, 30 de maio de 2007

MANIFESTO DOS ALUNOS DA GEOLOGIA CONTRÁRIOS À GREVE

Abaixo, segue o texto exposto em diversos pontos do IG para ampla divulgação.
MANIFESTO DOS ALUNOS DA GEOLOGIA CONTRÁRIOS À GREVE
Os alunos do curso de Geologia contrários à greve vêm por meio desta expressar sua indignação e revolta contra os últimos acontecimentos, relacionados à imposição da greve por meio de impedimentos diretos a realização de aulas.
Consideramos como injusta e ilegal a assembléia dos estudantes do “Instituto de Geociências” como representativa da decisão dos estudantes do curso de Geologia em relação à adesão à greve, já que somos apenas 30% dos alunos do Instituto. Caso não haja proporcionalidade, não se pode tomar nenhuma decisão legitima, por isso somos representados por um CENTRO ACADÊMICO DE GEOLOGIA (CAGEAC).
Estamos indignados com a imposição de que não poderemos assistir às nossas aulas, sendo que os alunos que se consideram “em greve” são os mesmos que defendem seus interesses pessoais ao decidirem que as atividades de Campo não serão suspensas pela greve. ISSO É UM ABSURDO!! A prioridade para os alunos dos últimos anos é assistir as aulas, e essa imposição nos causará prejuízos tão irreparáveis quanto os causados pela perda dos trabalhos de campo. Isso só depende do ponto de vista de quem defende ou não a greve.
Reiteramos que somos contrários aos Decretos do Governo do Estado, apoiaremos as manifestações, desde que essas não prejudiquem alguns alunos, e favoreçam os interesses de outros.
Queremos ter o direito de ter aula, assim como alguns alunos tiveram o direito de ir pra campo. Somos contra qualquer tipo de barricada ou qualquer outra atividade que nos impeça de exercer nosso direito.
Enquanto nossos professores não entrarem em greve, nós lutaremos pelos nossos direitos de assistir as aulas, seja onde for.

Dia do Geólogo

Saudações Geológicas a todos os visitantes!

Está sendo lançado o blog do movimento anti-greve e pró-trabalho no Instituto de Geociências da Unicamp. Nós, em grande maioria, Geólogos e futuros Geólogos deste instituto devido a falta de paridade nas votações e de respeito aos nossos objetivos e opiniões criamos o Movimento IG Sem Greve.

Os diferentes interesses e ideais e, a falta de paridade (resultando na falta de voz ativa) foram os principais motivadores para que há alguns anos atrás os estudantes se dividissem em dois centros acadêmicos: CACT e CAGEAC. Foi uma grande luta que hoje, estudantes do quarto, quinto, sexto... anos das turmas de Geologia travaram para poderem ter voz ativa e sentirem que suas aspirações fossem respeitadas e suas vontades atendidas.

Cabe uma breve nota de repúdio aos decretos do governador Serra, porém o movimento grevista que se instaurou no Instituto com a colocação de barricadas e o impedimento do direito de ir e vir dos estudantes e de qualquer cidadão fere os conceitos básicos e imediatos de liberdade.

É matemático o fato dos estudantes de Geologia serem minoria e, contra números não há argumentos. Uma convocação geral de estudantes e cursos tão diferentes não faz transparecer a vontade do conjunto de estudantes de Geologia.

Podemos nos referir a conjunto porque uma assembléia amplamente divulgada (realizada no dia 24/05/2007), convocada pelo CAGEAC, contando com a presença de 78 estudantes (conferindo o quórum necessário para que ela tenha validade - segundo o estatuto do CAGEAC, registrado em cartório [logo, existindo legalmente]) decidiu que os estudantes de Geologia NÃO fariam greve, tampouco apoiam os movimentos grevistas de outras alas do Instituto (40 contra a greve, 36 a favor e 2 abstenções).

Uma greve, por nós, é considerada como a máxima manifestação popular, ou seja, usada como último recurso - o que não é o caso. Outros métodos discutidos nesta mesma reunião foram apontados como mais apropriados para a questão (como cartas, abaixo-assinados etc).

Há um manifesto espalhado por todo o Instituto, que também será disponibilizado na próxima postagem.

Enfim, os alunos de Geologia não estão em greve, em respeito à decisão soberana da instituição que reúne a classe, desconsiderando qualquer outra assembléia ou decisão como legítima.